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domingo, 22 de novembro de 2009

PEITO DE FRANGO RECHEADO COM RICOTA E ORA -PRO-NÓBIS




É importante salientar que o ora-pro-nóbis pode ser substituido por espinafre, folhas de beterraba, folhas de brócoles ou outra do seu agrado. A receita é para 10 pessoas, mas basta adaptar tendo em vista 1 peito para duas pessoas.

INGREDIENTES:

5 peitos de frango, desossados, limpos e temperados com TEMPERO DO SEU NEGREIROS ou outro do seu agrado.

1/2 ricota seca ralada e temperada com ervas de provênce, alho triturado com sal (cuidado com o sal)

Pimenta calabresa a gosto (opcional)

1 kg de folhas de ora-pro-nóbis, lavadas e secas. Se for utilizar espinafre, é necessário escaldar e depois picar grosseiramente.

2 cabeças de cebola em rodelas,

1 kg de tomatinhos cerejas ou selvagens (pode substituir por tomates grandes picados)

200 gr de moussarela fatiada

creme de leite light (opcional)


MODO DE PREPARO:

1- Abrir os peitos e corta-los como filés, dar algumas batidinhas com o martelinho, apenas para uniformizar a espessura dos filés, reservar. Temperar a ricota ralada com as ervas e o alho, misturar bem, reservar. Secar bem as folhas de ora-pro-nóbis, reservar.



2- Proceder a montagem dos rolinhos, coloque um filé sobre um prato ou tábua de carne, arrume as folhas sobre o filé, espalhe a ricota e enrole com cuidado, reserve e proceda da mesma forma até que terminem os filés;




3- Acomode os rolinhos com cuidado em uma panela com um fio de óleo no fundo (tamanho da panela adequado a quantidade que for fazer) espalhe a cebola e os tomates por cima, junte meio copo de água ou caldo de galinha, a seu gosto;



4- Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo lento por 30 minutos mais ou menos;



5- Assim que estiverem cozidos, retire da panela com cuidado, e deposite-os em um pirex colocando uma fatia de moussarela sobre cada rolinho, reduza o molho que ficou na panela, assim que tiver reduzido, junte uma latinha de creme de leite light, misture bem e despeje sobre os rolinhos que estão na assadeira. Leve ao forno bem quente para gratinar, assim que estiverem dourados, retire do forno e sirva quente acompanhado de arroz branco e folhas salteadas na manteiga e rodelas de tomates. Eu servi sem arroz, somente com as folhas salteadas e tomates em rodelas.

domingo, 25 de outubro de 2009

CAFÉ EXPRESSO - VERDADEIRA PAIXÃO

(Foto:Assessoria de Comunicação do Incaper
© 2009 Governo do Estado do Espirito Santo - Todos os direitos reservados)


Sempre fui apaixonada por café, criada em fazenda cafeeira no interior de São Paulo, aprendi a tomar café puro, sem açúcar ou adoçantes. O café era torrado no quintal de casa, moído na hora, enfim, o verdadeiro sabor do café. Quando conheci o café expresso foi paixão a primeira vista, nunca mais me acostumei com cafés ralos, doces ou aguados. Um café forte, encorpado e aromático tem o seu valor, a qualquer hora do dia ou da noite.
Na escola aprendi que o café veio no bolso do sargento-mor Francisco de Mello Palheta, pirateado lá da Guiana Francesa (abençoado Chico Palheta). Na verdade a história é um pouco mais complexa e tem ares aventurescos.
Conta-se que em 1727, o Governador do Maranhão e Grão-Pará, João Maia da Gama, encomendou ao Sargento-mor Francisco de Mello Palheta a missão oficial de ir à Guiana Francesa para resolver problemas com a violação de fronteiras, fixadas pelo tratado de Utrecht em 1713.
Paralelamente a esta missão oficial, foi pedido um “favorzinho” secreto ao Sargento: Que ele trouxesse algumas sementes de café, que segundo informações, eram de grande valor comercial.
(fonte:http://loucoporcafe.com)

Pintura a óleo do artista Henrique Cavalleiro, datada de 1943, retratando o sargento-mor Palheta, recém-chegado da Guiana, plantando as primeiras mudas de café em solo brasileiro.

Mas contam as más linguas que houve algo bem mais picante.
Palheta conseguiu, graças à sua habilidade diplomática, algumas mudas e sementes de café presenteadas por Mme. d’Orvilliers, esposa do governador da Guiana. De volta ao Brasil, Palheta as plantaria no Pará, dando início a história de um dos mais importantes produtos de exportação e um dos principais hábitos brasileiros: beber e servir um cafezinho.
(fonte:http://www.palhetacafeteria.com.br)


A pouco tempo realizei o meu maior sonho de consumo, uma cafeteira de Café Expresso. Não é a melhor e mais cara do mercado, mas é de boa qualidade, preço acessível e fácil manuseio, mas existem problemas que eu não esperava.
Primeiro, encontrar um moedor, até agora não consegui adquirir um, preciso me sujeitar a pós embalados. Ai surge o segundo problema, no mercado regional só encontro duas marcas gourmet, especiais para café expresso e que não são satisfatórias. O terceiro e mais complicado, aprender a tirar um bom café expresso. De antemão já aviso, não é fácil e ainda estou aprendendo.
Ser um barista tem seus segredos como explica Sílvia Guimarães em matéria da Revista Época.
Quem aprecia um bom expresso sabe que sua cremosidade faz toda a diferença. Para obtê-la é preciso ter um pó de boa qualidade. E fresco. Torrou, tem de preparar rapidamente. (...)
Sílvia, a mais premiada barista do país, finalista em compeonatos mundias, professora da UniOctávio (Universidade do café de São Paulo) afirma que um bom expresso depende de 4 emes: a máquina, o moinho, a mistura (miscela em italiano) e a mão.
A máquina precisa garantir a pressão e a temperatura da água, que deve passar pelo pó a 90ºC. O moinho precisa estar regulado para o expresso, nem tão fino como o usado para café turco, nem grosso demais. Numa graduação de um a dez, sendo um o mais fino e dez o mais grosso, o ponto do expresso seria em torno do três. A mistura (ou blend) é feita normalmente por provadores profissionais contratados pelas cafeeiras para combinar diferentes qualidades a fim de obter as melhores características de aroma e sabor no blend final. E por fim, o bom café depende da "mão" de quem o prepara. Os principais atributos que determinam a qualidade da bebida são o aspecto, o aroma, o corpo, a acidez e a doçura. "Quanto mais doce melhor", afirma Sílvia. São defeitos a adstringência excessiva (ou seja, o café que deixa a boca seca) e a acidez que lembre o vinagre.

(Foto:getty imagens/Época)

A xícara perfeita. O santo graal dos baristas. Cinco passos para extrair em casa o melhor café expresso:

!º- Moer os grãos de café na hora. (Nessa eu passo!)Mas conseguir um pó ou capsulas de boa qualidade já é um passo a frente.

2º- Colocar entre 7 e 9 gr no porta-filtro.


3º- Compactar o pó com uma força de 20 Kg (uma dica é virar o porta-filtro após pressioná-lo; o pó não pode cair e nem se soltar)

4º- Uma xícara padrão brasileiro tem 50 ml. Ela deve ser enchida em cerca de 25 segundos. se for muito mais rápido, o café fica ralo. Se for mais devagar o café fica com gosto de queimado. A minha é um pouco maior, é que sou gulosa...

5º- A cremosidade será ideal se a espuma tiver 3 ml de espessura, com a cor caramelo salpicada de pintas escuras, como uma onça. Esta foto é a cor perfeita, segundo a revista Época.
(foto:Llana besler/época)

A minha ficou assim e já foi um dos melhores resultados que consegui, um dia chego lá...


Fontes de pesquisa:
http://www.portaldoagronegocio.com.br
http://www.unisantos.br
http://loucoporcafe.com
http://www.palhetacafeteria.com.br
Assessoria de Comunicação do Incaper portal do Governo do Estado do Espirito Santo
Revista Época - 28/setembro/2009 - nº 593 - Matéria Vida Útil/Café barista caseiro -
Edição: Rodrigo Turrer (vidautil@edglobo.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Importante assistir ao video depois de ler a matéria



Revista MENU-set.09 - ed. Três

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DONA CIDA AGORA É UMA PETITCHEF

logo Ao navegar pela net a gente encontra lugares prá lá de simpáticos, charmosos e práticos. Petitchef é um destes lugares. Um site construído por e para amantes de gastronomia e dos prazeres da mesa. Um dos serviços prestados pelo site é o envio diário de cardápios variados. Uma boa dica para o dia a dia.

Receitas, links e produtos estão disponiveis a 1 click de distância.
Petitchef é a sua porta de entrada para o mundo saboroso da Culinária.

Todas as receitas estão no Petitchef

terça-feira, 12 de maio de 2009

FLOR DE SAL BRASILEIRA


A Flor de Sal começou a ser extraída pelos povos Celtas há cerca de 2.000 anos. Ela é colhida manualmente pelo homem no momento propício. São necessários, aproximadamente, 80 kg de sal marinho bruto para produzir 1 kg dos caríssimos cristais de Flor de Sal. No verão, os cristais de sal se formam em cima das águas das salinas para criar a Flor de Sal, este é o nome que se dá aos primeiros cristais de sal que se formam da evaporação da água do mar. Nas salinas de Guérande sob condições específicas (pouca chuva, muito sol e vento, além de uma alta concentração de sal)forma-se um fina camada de cristais de sal na superfície da água, recolhida em largos tanques rasos de argila. Esta camada é retirada por mulheres, as paludiéres ou fazendeiras do sal em uma operação manual delicada que envolve apenas o uso de simples rodos de madeira. O nome vem do suave aroma de violetas e sabor floral que a flor de sal possue.

Um presente da natureza que sem sofrer qualquer tipo de processamento, é embalada diretamente depois da coleta. É uma fonte natural de potássio, cálcio, cobre, zinco e magnésio. Um produto difícil de ser encontrado no Brasil.

(Herbert Jr. à esquerda, Chef carlos Ribeiro ao centro e Roberto Freitas da Cimsal à direita)

O Potiguar Herbert de Souza Vieira, 57 anos, é dono de uma salina em Mossoró, quando tomou conhecimento da excelência da flor de sal, enviou um de seus filhos (Herbert Jr.) à região de Guérande para conhecer a tecnologia e aprender tudo o que pudesse. O empreendimento deu frutos e hoje em dia a Cimsal, empresa de Herbert, já distribui no mercado nacional a primeira Flor de sal brasileira que segundo os especialistas, não é tão delicada quanto as tradicionais européias, mas que é muito boa e com a vantagem de tornar acessível o produto a maior número de brasileiros. Muitos chefs respeitados já utilizam este delicado tempero brasileiro que é especialmente indicado na finalização de pratos, tanto salgados quanto doces.

Quem conhece, ensina que a flor de sal é tão delicada e suave que quanto mais simples o prato, maior o prazer de degustá-la. Uma dica é pão francês fresquinho, com uma generosa camada de manteiga salpicada com flor de sal, Daniela diz que é uma combinação perfeita.( mas é Manteiga e não margarina, frisa Daniela do blog FOUET, ROUX & DEMI GLACE)

Outra sugestão fica por conta do Chef Carlos Ribeiro,

SALADA NA COZINHA



INGREDIENTES:

Folhas de catalônea, mâche, alface roxa e frisée (cerca de um maço de cada)
8 colheres (sopa) de óleo de babaçu
3 beterrabas
suco de 1 limão
10 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
sal marinho e pimenta do reino a gosto
Flor de sal para finalizar

MODO DE PREPARO:

1- Cozinhe as beterrabas em pedaços e sem casca, bata no liquidificador com um pouquinho da água de cozimento, coe e deixe esfriar.

2- Lave e seque bem as folhas, Arrume em cada prato formando montinhos bem bonitos.

3- Em um copo junte o azeite de babaçu, o azeite de oliva, 10 colheres (sopa) do suco de beterraba, sal e pimenta o quanto baste, misture bem. Regue as folhas com esta mistura e finalize com a flor de sal. Rende seis porções

Outra sugestão do Chef

MELANCIA COM FLOR DE SAL



INGREDIENTES:
1 melancia grande e suculenta
2 xícaras (chá) de xarope de frutas
Flor de sal para finalizar.
Hortelã para decorar

MODO DE PREPARO

1- Corte a melancia em cubinhos ou faça bolinhas com o boleador. Coloque um pouco do xarope dentro de taças de martini, complete com a melancia e leve para gelar. Na hora de servir, salpique tirinhas de hortelã sobre a melancia e finalize com flor de sal.

Receitas do Chef Carlos Ribeiro
Texto e fotos das receitas, revista MENU
Texto e foto do vidro de Flor de sal, site da Cimsal

terça-feira, 28 de abril de 2009

QUEIJO CHANCLICH (QUEIJO ÁRABE)



INGREDIENTES:

4 litros de leite sem ferver em temperatura ambiente (use o que quiser, desnatado, integral)
1 copinho de iogurte natural
2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco
1 colher (sobremesa)de sal
1 colher (chá) de colorau
1 colher (chá) de pimenta calabresa
tempero Zahtar para passar o queijo

MODO DE PREPARO:

1- Despeje o leite em uma vasilha plástica, louça ou vidro. Junte o iogurte com o vinagre e faça uma pasta. Despeje no leite e misture bem. Deixe o líquido descansar em temperatura ambiente por 2 dias até coalhar.



2- Depois que coalhar, forre um escorredor de macarrão com uma fralda e despeje toda a massa da coalhada.



3- Cubra a massa com as pontas da fralda. Deixe por 2 horas em temperatura ambiente para que o soro escorra.



4- Junte as pontas da fralda e esprema a massa para que o soro saia mais rapidamente. Depois, deixe a massa envolta na fralda na geladeira por mais dois dias para seque bem.



5- Durante este período, tire a massa da geladeira e aperte-a com as mãos para ajudar na soragem. Repita o processo por 6 vezes, sempre voltando com a massa para a geladeira.



6- Verifique se massa está no ponto, aperte-a e veja se já pode moldar. Tempere com o sal, a pimenta e o colorau. Passe azeite nas mãos e molde os chanclich como quiser. Passe em uma mistura de zahtar, ervas de provençe, pimenta calabresa e outras especiarias que desejar. Conserve os chanclich na geladeira em vasilha tampada.





7- Eu coloquei os meus em vidros de conserva com azeite, azeitonas pretas e verdes e lãminas de alho.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Comprar e armazenar queijos


Nasce o
RECEITAS DA DONA CIDA, cria do Plantar & Cultivar
Quando criei o Plantar, minha intenção era falar sobre minhas plantas, ecologia e saúde. Entretanto ele criou vida própria e as postagens com receitas foram se acumulando e deixou o blog muito grande, difícil de administrar. Espero que gostem deste cantinho tanto quanto gostam do Plantar. Trarei para cá todas as receitas e dicas que fizeram sucesso no Plantar, mas como chave de ouro vão ai algumas dicas sobre queijos.

Comprar e armazenar queijos.

Comecei esta pesquisa depois de ter feito uma grande confusão com tipos e nomes de queijos. Como sou curiosa e não aguento ficar na ignorância de algo, coloquei as mão no google e enquanto não satisfiz minha curiosidade não sosseguei. Aqui está um pequeno resumo do farto material que encontrei. Espero que seja útil.
É muito importante o cuidado na hora de escolher um queijo, seja ele qual for, de vaca, de cabra, ovelha ou búfala. Queijos são como vinho, o clima e o solo influenciam o sabor e o estilo do queijo, pois são fatores que determinam como o gado foi criado e alimentado. Assim,também, o leite, seja gordo, desnatado, semi-desnatado, misturado (diversos tipos de leite), transfere estas características para o queijo.
O fato do leite ser cru, cozido ou pasteurizado, também é determinante. A quantidade de água que o queijo perde no processo, interfere na maciez, o tipo de casca e o mofo que irá se desenvolver no queijo. A casca é um dos primeiros aspectos.

Como comprar


Nos grandes centros urbanos, é fácil encontrar empórios especializados em queijos e vinhos, entretanto, todo supermercado que se prese tem uma sessão só para queijos. Na falta de um conhecedor, vale algumas regrinhas práticas:
1- experimente o queijo antes de comprar, na maioria dos supermercados existe uma mesa de degustação;
2- verifique a data de validade, o aspecto e os cuidados com a temperatura à qual o queijo se encontra, pois ela é determinante no processo de cura.

Como conservar




Preste atenção na temperatura e verifique sempre se o queijo mantém suas características durante o armazenamento. Os queijos de massa dura devem ser envolvidos individualmente em filme plástico ou papel-alumínio (neste caso, faça alguns furos com um garfo para que o queijo possa respirar) para que não ressequem. Os queijos de massa macia (brie e camembert) devem ser mantidos no próprio papel da embalagem, que já é especial para sua conservação, e guardados na geladeira (assim como os frescos e fundidos). Os que apresentam mofo interno (os azuis) devem ser envolvidos em papel-alumínio. Para conservar queijos duros por pouco tempo, deixe-os em uma queijeira (com base de madeira e tampa de vidro), que não feche hermeticamente, permitindo que os queijos respirem.
Os queijos podem ser classificados de acordo com o tipo de leite, a textura, o grau de maturação e a intensidade de seu sabor e aroma. A classificação mais comum é de acordo com a textura (queijos duros e semiduros, macios, frescos, etc).

A consistência dos chamados queijos duros varia de lisa e fácil de cortar até a áspera e granulada. Alguns deles são: o emmenthal, o gruyère, o grana (parmesão), o provolone, o pecorino, o cheddar e o gouda. Há ainda os queijos macios (brie e camembert), os azuis (roquefort e gorgonzola) e os frescos (queijo de cabra, cream cheese, ricota, cottage, mascarpone e queijo feta).
Como conservar o queijo

O queijo é um produto extremamente sensível. Sua conservação deve seguir
alguns preceitos para que o queijo conserve suas características organolépticas por mais tempo.
Para uma melhor conservação siga as seguintes regras:

1. Os queijos de massa mole (Fundido tipo Gruyère, Saint-Paulin, Gorgonzola ) podem ser guardados em recipientes fechados na parte inferior da geladeira;






2. Os queijos de massa semi-cozida (Gouda, Itálico, Edam, Gruyère, Morbier, Minas Padrão e Minas Light), se cortados, conservam-se melhor cobertos por um pano úmido em local que não sofra grandes variações de temperatura. Se inteiros, na embalagem original, podem ser guardados na parte inferior da geladeira;

3. Os queijos duros e os defumados (Provolone) conservam-se melhor em temperatura ambiente, até 18º C, sem bruscas mudanças. Nesse caso deve-se cobrir o queijo para que não sofra ataque de moscas e fungos;

4. O lugar escolhido para a armazenagem dos queijos deve estar ao abrigo de correntes fortes de ar e de excesso de luminosidade;

5. As partes cortadas devem ser protegidas com papel alumínio, celofane ou filme plástico apropriado;

6. O aparecimento de mofos na casca dos queijos é natural e os mesmos devem ser removidos com a ajuda de um pano embebido em salmoura (solução de água e sal);

7. Nenhum queijo deve ser guardado na geladeira sem proteção de suas partes, para evitar o crescimento de mofos e o ressecamento de sua casca e/ou massa;

8. Não é aconselhável congelar os queijos, pois o frio intenso afeta irremediavelmente o sabor e a textura dos queijos.

Como cortar o queijo



O corte é um ponto extremamente importante no processo de degustação de um queijo. Para cada tipo de queijo existe um tipo de corte mais apropriado através do qual, seguindo o princípio da
proporcionalidade, obtém-se, em cada fatia, um pouco de tudo o que há na forma original.

figura 1 Queijos cilíndricos altos e grandes, tais como Gruyère,
Itálico e Gouda, devem ser partidos em cunhas, partindo do centro.
A seguir pode-se fatiar cada cunha.
(figura 1).


Para os queijos cilíndricos baixos, como o Brie,
vale a mesma regra.
(figura 2).
Os queijos cilíndricos horizontais, como o Provolone, devem ser partidos em fatias e, a seguir, em cunhas partindo do centro de cada fatia.
(figura 3).

Queijos pequenos, de formato cilíndrico, como o Minas Light e o Camembert
devem ser partidos em até oito fatias triangulares.
Os queijos com menos de 100g devem ser partidos em metades.
(figura 4).

Os queijos esféricos, como o Edam, devem ser partidos em
quartos, podendo-se utilizar de facas especiais para facilitar a operação.
(figura 5).
Os queijos de casca grossa devem ser servidos em sua forma original, sendo a casca retirada
apenas no momento do consumo. Em geral, não deve-se consumir a casca dos queijos, com exceção de alguns tipos como o Brie e o Camembert.

Deve-se evitar partir os queijos muito tempo antes de servi-los, pois podem formar casca e ter seu sabor e aroma alterados.

Os queijos podem ser servidos em tábuas de madeira inodoras ou em pratos de porcelana
proporcionais ao tamanho do queijo.

Referência: www.serrabella.com.br

Queijos e vinhos sem conflito


Ainda que nosso inverno não seja rigoroso, é comum nessa época do ano reunir os amigos para saborear queijos e vinhos. Apesar de ser esse um hábito antigo, a mistura não é tão simples quanto parece. O vinho errado pode matar o sabor do queijo. O contrário também é verdadeiro. Veja algumas sugestões de harmonização:

Queijos frescos

Muito apreciados pelo paladar nacional, os queijos frescos são ideais para iniciar uma reunião e pedem vinhos brancos frescos, secos, com boa acidez e aromáticos, como o Gewürztraminer, Riesling, Moscatel e Malvasia. Vale abrir também uma garrafa de um rosé. A maioria dos queijos cremosos de leite de cabra também casam perfeitamente com esses vinhos.











Queijos macios

Tanto o brie quanto o camembert combinam com vinhos brancos estruturados, como um Chardonnay que tenha permanecido em barrica de madeira por algum tempo. Um Sancerre é outra alternativa de primeira. Tintos leves, pouco tânicos, como os do Vale do Ródano, os conhecidos Côtes du Rhône, ou um cru Beaujolais, são outros exemplos de boa companhia. Na Normandia, região de origem do camembert, acompanha-se esse queijo com goles de calvados, destilado feito de maçã, assim como a sidra, o fermentado da mesma fruta. Um camembert maduro e de boa procedência não fará feio se for saboreado com um champanhe.

Queijos azuis

O sabor complexo e picante do roquefort combina com um Sauternes, vinho francês de sobremesa de alta concentração de açúcar. Com um Tokai húngaro, o resultado também será agradável. No caso do italiano gorgonzola, a combinação clássica é um tinto leve como um Valpolicella nobre, um Barbera ou Bardolino. Arrisque também com um Passito di Pantelleria, o vinho licoroso da Sicília. Você verá que não fica nada mal. Outra possibilidade é abrir um Moscatel português.

Queijos semiduros

Queijos como o emmenthal, o gruyère e o queijo-de-minas curado e semicurado ficam bem com tintos leves, no máximo de médio corpo, como um Côtes du Rhône, um Pinot Noir ou um Beaujolais (feito com a uva Gamay, já tem versões brasileiras), todos poucos tânicos. Também vão bem com alguns italianos mais leves como o Barbera e o Dolcetto. Podem ser bons parceiros brancos secos como os Chardonnays estruturados que permaneceram em barricas de carvalho. Os holandeses gouda e edam e o italiano asiago têm sabor mais pronunciado e pedem vinhos potentes, como os da uva Shiraz - não a casta original francesa Syrah, mas sua variação espalhada pelo Novo Mundo (Austrália, África do Sul, Argentina). Também formam ótima parceria com um Rioja Reserva, um Cabernet Sauvignon proveniente do Chile ou mesmo um Tannat uruguaio. O provolone pode ser associado com um Chianti Clássico, tinto da Toscana, ou um outro tinto de médio corpo. A mussarela funciona bem com um tinto leve ou de médio corpo.



Queijos duros

Em geral, esses queijos são reservados para a seqüência final, uma vez que com sabor demasiadamente marcante, acabam ofuscando os demais. As virtudes de um parmiggiano reggiano ou de um grana padano são ressaltadas com tintos potentes como um Cabernet Sauvignon Reserva chileno, um Amarone della Valpolicella ou um Zinfandel californiano encorpado. O pecorino vai bem com vinhos de médio corpo. Vale provar com um Malbec argentino, por exemplo. O Malbec traz uma doçura que produz um interessante contraste com esse queijo.
Uma opção interessante é contrariar a regra clássica de aproximar queijos duros e salgados de vinhos encorpados. Experimente prová-los com vinhos generosos, como um Porto ou Madeira. A mesma sugestão se aplica ao provolone. A bebida licorosa rompe com o gosto de defumado desse queijo.


Fonte texto: Terra culinária
Imagens: autores desconhecidos
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